Add to favourites
News Local and Global in your language
22nd of October 2018

Internacional



França admite 'sistema' de tortura durante guerra da Argélia

Presidente francês Emmanuel Macron caminha ao lado de Michele Audin, filha do falecido matemático Maurice Audin.(foto: Thomas Samson/AFP)Presidente francês Emmanuel Macron caminha ao lado de Michele Audin, filha do falecido matemático Maurice Audin. (foto: Thomas Samson/AFP) Paris, França - O presidente francês, Emmanuel Macron, reconhecerá nesta quinta-feira (13/9) que a França instaurou um "sistema" que resultou em atos de "tortura" durante a guerra de independência da Argélia (1954-1962) - anunciou o Palácio do Eliseu.O chefe de Estado francês deve admitir que o matemático Maurice Audin, um militante comunista pró-independência que desapareceu em 1957, "morreu sob a tortura derivada do sistema instaurado enquanto a Argélia era parte da França".  Membro do partido do presidente, o deputado Cedric Villani disse que Macron deve comparecer nesta quinta-feira à residência da viúva de Audin e, durante uma entrevista por rádio, classificou o fato como um "momento histórico".O Estado francês nunca admitiu de maneira oficial o uso de tortura por parte de suas Forças Armadas durante o conflito, no qual quase 1,5 milhão de argelinos morreram. "Vai reconhecer que a verdade é que Maurice Audin foi parte de todos aqueles que foram vítimas de um sistema", disse Villani - próximo à família de Audin -, em referência aos episódios da luta pela independência deste país colonizado pela França durante 130 anos. Trata-se de um tema ainda delicado na história dos dois Estados.Audin, matemático e auxiliar universitário, foi preso em 1957 durante a batalha de Argel e torturado durante várias ocasiões no bairro de El Biar. Era suspeito de abrigar integrantes de um grupo armado do Partido Comunista Argelino.A razão oficial para o desaparecimento informada a sua viúva, Josette Audin - a de que Maurice Audin fugiu durante uma transferência -, foi mantida até 2014, quando o ex-presidente francês François Hollande desmentiu a versão e reconheceu que o matemático morreu quando estava em detenção.O jornalista Jean-Charles Deniau afirma em um livro que Audin, que tinha 25 anos, foi assassinado por ordem do general francês Jacques Massu. Villani estabeleceu um paralelo entre a decisão da administração Macron e o reconhecimento, por parte da presidência de Jacques Chirac, do papel desempenhado pela França durante o Holocausto.Ele destacou um "momento de verdade, cujo objetivo não é fazer acusações sem distinção, e sim encarar a história e convidar todos a falar e a curar as feridas".Read More




Leave A Comment

More News

Internacional

Mundo

Folha de S.Paulo - Mundo -

JORNAL AGORA - RSS - Mundo

Disclaimer and Notice:WorldProNews.com is not the owner of these news or any information published on this site.