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23rd of October 2018

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Volks expande exportação fora da AL

A Volkswagen do Brasil prepara-se para exportar carros para regiões distantes da América Latina, como Europa e África. A ideia surgiu há um mês, durante visita do presidente mundial da companhia, Herbert Diess, ao país. Ao conhecer modelos que estão sendo desenhados pela equipe brasileira, em São Bernardo do Campo, Diess começou a pensar quais países mais distantes seriam bons mercados para aqueles veículos. A partir daí, começaram os testes.

Quem conta a novidade é o presidente da Volks na América do Sul, Central e Caribe, Pablo Di Si. "Vamos exportar para fora da região alguns dos nossos carros do futuro, desenhados e produzidos no Brasil", destaca. São projetos de veículos ainda não fabricados, mas cujo desenho, que agradou ao presidente mundial, abriu portas para a montadora conseguir levar as exportações para regiões mais distantes.

"É uma conta pendente para nós e para toda a indústria [de automóveis] exportar para países fora da América Latina", afirma Di Si, em referência ao excesso de dependência dos mercados da região, o que torna as vendas externas do setor vulneráveis à volatilidade cambial e às crises econômicas. Os futuros carros da Volks são adicionais à lista de 20 lançamentos que a montadora preparou para o mercado brasileiro para o período entre 2017 e 2020.

Historicamente, a Volks é a maior exportadora de veículos do Brasil. Desde que se instalou no país, já vendeu ao exterior 3,7 milhões de unidades. A marca é hoje responsável por cerca de 20% dos veículos exportados.

Apesar disso, assim, como as demais montadoras, a empresa acomodou-se na facilidade de vendas no mercado interno, que cresceu 34% entre 2008 e 2012 e rapidamente caiu depois.

Com a crise, em 2013 toda a indústria automobilística começou a dedicar-se mais ao mercado externo. Mas continuou muito dependente do mercado argentino. Por isso, a crise no país vizinho agora afeta as exportações de veículos do Brasil.

"Eu já passei por tudo nesse país. Quando cheguei pela primeira vez o dólar estava em R$ 1,90 e uma semana depois foi para R$ 4,00, destaca o argentino Di Si que, antes de entrar na Volks, há quatro anos, esteve no Brasil para trabalhar na área financeira da Fiat.

Quando assumiu o cargo atual, há um ano, Di Si teve uma reunião com a direção mundial. O dólar estava cotado a R$ 3,05. "Eu disse a eles: não sei o que vai acontecer na política. Mas posso assegurar que a volatilidade cambial vai ser monstruosa."

Segundo o executivo, a companhia preparou-se para evitar exposição cambial. A empresa já tinha conseguido novos contratos importantes no ano passado para vender virabrequins para a Alemanha e motores para o México. "Estamos importando mais unidades dos modelos Jetta e Tiguan (veículos que vêm do México), e Amarock (da Argentina). Mas se eu quero importar mais preciso exportar mais", diz. "Porque hoje o dólar pode estar em R$ 4,10, mas se o mercado gostar do próximo presidente do Brasil pode ir a R$ 2 ou R$ 3", afirma.

Para Di Si, a volatilidade cambial continuará a atingir a América Latina, principalmente diante das sinalizações de novas altas na taxa básica de juros nos Estados Unidos. "O Brasil só não sofreu mais porque tem ótimo nível de reservas", destaca.

Segundo o executivo, os preços dos modelos importados da marca não foram reajustados, a despeito da desvalorização do real, porque as exportações compensam. Na Volks, as vendas externas absorvem 35% da produção de veículos e em torno de 40% do que sai da fábrica de motores, em São Carlos (SP). Graças aos mercados externos, os volumes de produção em São Carlos vão crescer 100% neste ano, segundo o executivo, num total de 800 mil unidades.

Agora, as atenções de Di Si voltam-se para a chance de vender carros para regiões mais distantes. Ele concorda, porém, que o objetivo tende a dar mais certo se o Brasil avançar no desenvolvimento da infraestrutura. "Nós já conseguimos fazer plataformas globais [dos veículos] e agora temos carros com bons desenhos. Passamos por duas fases. Agora vem o mais importante: o custo."

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